PRAIA DE MAUÁ
 
 

 Conheça a Praia de Mauá
 Turismo e Eventos
 Álbum Utilidades Livro de Visitas Classiconectados Saiba Mais Downloads

 
 
ESPAÇO CULTURAL
 
 

 Barão de Mauá 1ª Ferrovia do Brasil

 Paiol

 Igrejas Históricas

 Outros Fotos Históricas

 Curiosidades

 

 
 

CURIOSIDADES

     Confira aqui algumas curiosidades sobre Magé e seus distritos como a Praia de Mauá (Guia de Pacobaíba).

 

 

     

Curiosidades sobre a Praia de Mauá

 


(Texto Original: Auvinédio Mendonça Adaptação: Vanessa Soares).

  • A ocupação na orla da Baía da Guanabara, no Município de Magé, iniciou-se com as primeiras sesmarias que datam ainda do século XVI. Já em meados do século XV II construíram-se as primeiras igrejas matrizes das freguesias de Magé, Suruí e Guia de Pacobaíba. No século XVIII elas foram reconstruídas, assim como suas capelas filiais, em torno das quais se agruparam arruamentos. As igrejas e capelas, construídas de forma eqüidistantes, constituíam uma rede. Posteriormente, a abertura das primeiras estradas de ferro vem conferir novamente animação urbana à orla da baía, preservando sua função de elo de ligação entre a cidade do Rio de Janeiro e a região serrana;

  • A primeira sesmaria (Terras virgens doadas pelos Governadores - Gerais) de Pacobaíba foi concedida a Bastião Rodrigues, 1569, origem da Fazenda de Nossa Senhora dos Remédios, e dos loteamentos modernos na Praia do Imperador;

  • Mauá é um termo indígena que significa elevação ou lugar elevado, pois na localidade existe um morro onde se instalou a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e de lá tinha uma visão ampla da região. Mauá também é o nome de um rio que possuía uns 14 km de extensão e lá muitos navios passavam em seu leito. Hoje, ele se restringe a um canal existente na Figueira;

  • A Figueira é uma região da Praia de Mauá onde se concentra o comércio local. E esse comércio vem desde os áureos tempos do Rio Mauá (Por sinal, o nome do rio deu origem ao nobre título de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá);

  • Pela Baía de Guanabara passaram Tomé de Souza em 1551 e Martim Afonso de Souza, que enviou uma expedição sendo o primeiro dono de Magé, ao receber da Capitania de S. Vicente, que incluía a Baía de Guanabara e terras fluminenses em 1534;

Martim Afonso de Souza

  • Os primeiros povos ocupantes da terra de Magé eram os índios Temiminós e os Tupinambás, tribos inimigas;

Índios Tupinambás

  • Mauá é um termo indígena e significa lugar elevado, elevação.(provavelmente se referia ao morro onde está a igreja, onde se tem visão ampla) Magé ou Magepe significa o lugar do pagé;

  • A Praia de Mauá era freqüentemente saqueada por piratas de Curral (na década de 40 a 60), que invadiam a cidade desafiando os pescadores, entre eles se destacam Travasso e Aniceto e ainda Zé Turco, que morreu lutando contra esses piratas. Por volta de 1957, pescadores se reuniram e enfrentaram, de dia, um grupo de piratas de Maria Angu. Mataram dois ou três, tiraram as tripas, encheram de pedras e lançaram os corpos ao mar. Os jornais mancheteavam o mês inteiro, Mauá fervilhou de novidades até a pirataria acabar não dando em nada;

  • O primeiro carro que rodou pelas ruas de Mauá foi do Sr. Raul (o gordo), um Ford preto que prestava diversos favores a população. Logo depois apareceu um Ford grená do tio de José Inaldo Alonso (autor do livro “notas para a História de Magé”), que fazia fretes para Mauá e Suruí e mais tarde, um outro, da Companhia Fornecedora, dirigido por Dinho ou Ferreiro Francisco, que se encarregava de levar pessoas ao enterro ou a festas;

  • Os únicos carros que vinham a Mauá na década de 50, era o do Café Globo e os de cigarro da Lopes Sá e da Souza Cruz. Chegavam sempre à tarde, e freqüentemente ficavam atolados na areia da Praia do Anil, onde eram rebocados por cordas amarradas a burros;

  • Uma das melhorias introduzidas no local em 1940 foi um “xadrez” construído ao lado do cemitério, pois antes os presos ficavam no vagão de cargas da Leopoldina, aguardando a transferência para Magé. Nesta época, o único crime de morte só houve, em 1939, o do alemão que matou uma mulher paraguaia na praia da Batalha -Crime ligado à espionagem da Segunda Guerra Mundial, a necropsia foi em cima da sepultura de Zé Turco (já mencionado) e o julgamento, não deu em nada;

  • Existiu em Mauá várias plantações de café e Anil, esta última legou nome ao local e a praia;

  • Várias igaçabas, cerâmicas e ossos de índios foram achados, inclusive José Inaldo Alonso doou uma ao Museu Histórico Nacional em 1956.Tudo indica que sejam dos índios Tupis;

José Inaldo Alonso

 

  • A sesmaria de Bastião Rodrigues deu início ao núcleo de povoamento de Guia de Pacobaíba, três décadas depois, acrescido com a outra de Domingos Machado (1597), origem da Fazenda de N. Senhora da Guia, onde se edificou a primitiva ermitã de Santa Margarida, junto a um engenho, e depois, a velha matriz, com cemitério ao lado. Quase toda a população de Pacobaíba foi ali sepultada, há pelo menos três séculos;

  • A locomotiva que trafegava na Primeira Estrada de Ferro do Brasil recebeu o nome de "Baroneza" pelo Imperador Dom Pedro II, em homenagem à esposa do Barão de Mauá, Dona Maria Joaquina e ainda se conserva, num barracão da rede Ferroviária Federal, no Engenho de Dentro, como relíquia histórica;

Locomotiva "Baroneza"

  • As obras da Estrada de Ferro de Mauá foram iniciadas em 29 de agosto de 1852. O Imperador D.Pedro II compareceu à solenidade e abriu o primeiro corte da estrada simbolicamente. O carrinho e a pá com cabo de jacarandá e incrustações de prata, utilizados na abertura, se encontram, atualmente, no Instituto Histórico Geográfico Brasileiro. Foram doados por Visconde de Mauá;

  • As viagens de barca para Mauá foram extintas no final de dezembro de 1910 por Leopoldina Railway;

Barca que vazia viagens para Mauá

  • Várias correntes e materiais usados para torturar escravos foram encontrados em terrenos baldios na Praia do Anil e próximo ao centro do Parque D. Pedro II (Leque Azul);

Material usado para torturar escravos

 

  • Quem habita ou visita a Praia de Mauá, sabe que a Figueira é a região que mais cresce atualmente, é lá onde se concentra boa parte do comércio da região. E esta afirmação é antiga, em outros tempos na Figueira existia um rio navegável onde foi caminho de muitas embarcações importantes, hoje em dia quem vê não diz que aquele pequeno canal existente na Figueira (próximo ao cruzamento da Av. Roberto Silveira) foi um rio que tinha pelo menos 14km onde vários navios desfilavam em seu leito. Este rio era chamado de Rio Mauá, e foi o Rio que deu origem ao título nobre que Irineu Evangelista de Souza recebeu.

 

 

 

Resumo Histórico do Município de Magé e seus Distritos.


Autores: Isabel Cristina dos Reis Lima e Silva Raul Cahet Lisboa

O desbravamento da região de Magé data dos primeiros tempos coloniais do Brasil. Em 1565, após a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, Simão da Mota é agraciado por Mem de Sá com uma sesmaria e edifica sua moradia no Morro da Piedade, próximo do qual, ainda hoje, existe o porto de mesmo nome, a poucos quilômetros da atual sede municipal.

     Alguns anos depois, Simão da Mota, com outros portugueses e inúmeros escravos, transferiu-se para a localidade Magepe-Mirim, de onde se originou a atual cidade de Magé. Na época, viviam na região índios da tribo dos Tamoios, dos quais não restam vestígios.

     A povoação foi elevada à categoria de freguesia em 1696. Próximo dali também se desenvolveu, a partir de 1643, a localidade de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, que foi reconhecida como freguesia em 1755.

     Devido ao esforço dos colonizadores e à fertilidade do solo, Magepe-Mirim e Guia de Pacobaíba gozaram de uma situação invejável no período colonial. Tanto numa quanto noutra, o elemento negro, introduzido em grande número, muito contribuiu para o desenvolvimento da agricultura e elevação do nível econômico local.

     Em 7 de junho de 1789 Magé foi elevada à categoria de vila, obtendo, assim, sua emancipação, com território constituído de terras desmembradas do município de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive as ilhas do arquipélago de Paquetá, na Baía de Guanabara.

     No ano de 1810, foi a localidade tornada Baronato e no ano seguinte, elevada a Viscondato. Em 1857, foram-lhe atribuídos foros de cidade. Com a abolição da escravatura, houve considerável êxodo dos antigos escravos, ocasionando forte crise econômica. Esse fato, aliado à insalubridade da região, fez com que desaparecessem as grandes plantações, periódicas ou permanentes.

     O abandono das terras provocou a obstrução dos rios que cortam quase toda a baixada do território municipal, alagando-a. Daí originou-se o grassamento da malária, que reduziu a população local e paralisou por várias décadas o desenvolvimento econômico da região. Contudo, sua localização privilegiada, próxima a cidades importantes, trouxe nova fase de desenvolvimento no século XX, com a implantação de várias indústrias, especialmente as têxteis.

      Em 1992, Guapimirim, então terceiro distrito de Magé, adquire sua autonomia, com redução expressiva do território Mageense.


 

     Magé detém uma história riquíssima, já tendo abrigado em seu território, mais especificamente na bacia do Rio Inhomirim, o segundo porto mais importante do país – o Porto da Estrela, somente superado pelo do Rio de Janeiro; o trecho inicial da estrada colonial mais movimentada – a Variante do Caminho Novo para Minas Gerais; o primeiro sítio particular dedicado à pesquisa botânica em solo brasileiro – a Fazenda da Mandioca, pertencente ao diplomata e naturalista Barão Langsdorff; a primeira ferrovia – a Estrada de Ferro Mauá, implantada pelo Barão de Mauá; a fábrica de pólvora que abasteceu nossas forças armadas durante a Guerra do Paraguai; um dos maiores parques têxteis; as primeiras revoltas operárias de inspiração anarquista da nação brasileira; além de ser a terra natal do internacional Garrincha – apelido de Manoel dos Santos, considerado um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos. O município também possui uma natureza privilegiada, representada por uma das últimas reservas de Mata Atlântica do Estado, manguezais, praias, a Baía de Guanabara, belíssimas montanhas e rios encachoeirados.

 


PERSONAGENS FAMOSOS LIGADOS A MAGÉ

 

1. Barão de Langsdorff

     Naturalista e diplomata germânico nascido em 1774 em Wöllstein, Prússia, mais conhecido por seu nome em russo, Grigori Ivanovitch, o Barão de Langsdorff ficou famoso por sua heróica expedição pelo interior do Brasil, indo de São Paulo ao Pará, via Cuiabá, em toscas canoas pelos rios, no século XIX. Membro da Academia de Ciências de São Petersburgo foi nomeado cônsul-geral da Rússia no Rio de Janeiro, aqui se instalando em abril de 1813.

      Adquiriu uma fazenda, denominada Mandioca, na Raiz da Serra de Magé, onde, paralelamente às funções de cônsul, exerceu intensa atividade científica. Refratário à escravidão, substitui o trabalho escravo por trabalho assalariado, buscando imigrantes em sua terra natal, a Alemanha. Adepto da policultura, canalizou rios, modernizou engenhos de farinha e milho e construiu fábricas e olarias. Mantinha biblioteca de História Natural, museu de nossas fauna e flora e um Jardim Botânico.

Ruínas da Fazenda da Mandioca

     A 14 de outubro de 1829, foi resolvida a mudança da Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas para a Raiz da Serra de Petrópolis, sendo localizada em terrenos que até então compreendiam as Fazendas da Mandioca, Velasco e Cordoaria.

     De volta à Europa, aposentou-se e morreu em 1852 em Freiburg im Breisgau, Alemanha.

 

 

2. Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá

Leia Mais

 

 

 

3. Manoel dos Santos, Garrincha

 

 

 

     Garrincha Manuel dos Santos, o mais famoso jogador de futebol gerado em terras fluminenses, nasceu em 28 de outubro de 1933, em Pau Grande, distrito de Magé. O apelido de Garrincha foi dado por sua irmã mais velha e veio do nome de um passarinho que ele caçava nos arredores da cidade.

     A fase ascendente da sua carreira deu-se de 1953 até o bicampeonato mundial, em 1962.

      Ao descrever a arrasadora estréia de Garrincha na Copa de 58, contra a Rússia, o jornalista Ruy Castro escreveu: “A partir daquele dia, deixaram de existir botafoguenses, tricolores, rubro-negros, gremistas ou corintianos puros. Todos passariam a ser Garrincha, mesmo quando ele jogasse contra seus clubes”.

    Garrincha ficou famoso internacionalmente pelos dribles desconcertantes aplicados com suas pernas tortas, tendo sido considerado por muitos como o maior jogador de todos os tempos, superior inclusive, ao “rei” Pelé.

    Ao final de 1962, Garrincha contabilizava, entre outras conquistas, dois títulos mundiais pela seleção brasileira e três títulos de campeão carioca pelo Botafogo.

      Morreu pobre e esquecido, em 20 de janeiro de 1983.

 

 

 

 


Copyright © 2002 - Nilbyte® WebDesign - Termos legais
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação,

eletrônico ou impresso, sem autorização de NILBYTE® Corporation.